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Doença renal em pets avança de forma silenciosa e exige atenção dos tutores

  • luandaeditores
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Condição é mais frequente em gatos e pode evoluir sem sinais evidentes, o que reforça a importância de exames periódicos


Créditos de Imagens: Freepik
Créditos de Imagens: Freepik

A doença renal está entre as enfermidades mais comuns na medicina veterinária e pode afetar cães e gatos ao longo da vida, especialmente na fase adulta e idosa. Nos felinos, no entanto, a condição costuma ser ainda mais frequente e exige atenção redobrada dos tutores, já que muitas vezes evolui de forma silenciosa.


De acordo com a médica-veterinária Fernanda Dias, do Hospital Veterinário AmarVet’s, os gatos apresentam maior predisposição à Doença Renal Crônica (DRC). Isso ocorre porque os felinos possuem menor quantidade de néfrons, que são estruturas responsáveis pela parte funcional do rim, e, de forma geral ingerem menos água no dia a dia.


“A doença renal é considerada silenciosa porque os rins têm grande capacidade de compensação funcional e, muitas vezes, o organismo consegue manter o funcionamento aparentemente normal mesmo com parte do órgão comprometido”, explica a especialista.


Entre os primeiros indícios que podem surgir estão aumento do consumo de água, maior volume de urina, diminuição do apetite, seletividade alimentar e perda de peso progressiva. Por serem mudanças sutis no comportamento, essas alterações nem sempre são percebidas imediatamente pelos tutores.


“Os gatos têm um comportamento mais reservado e muitas vezes escondem sinais de desconforto ou doença. Por isso, mudanças discretas na rotina, no apetite ou nos hábitos do animal já merecem atenção”, alerta Fernanda.


Algumas raças também apresentam predisposição genética para doenças renais. Nos gatos, a raça Persa é uma das que podem apresentar alterações até mesmo em pacientes mais jovens. Já nos cães, raças como Shih-tzu, Lhasa Apso, Yorkshire e Shar-Pei podem apresentar maior predisposição a algumas nefropatias, incluindo as hereditárias.


Além da predisposição genética, outros fatores podem aumentar o risco de problemas renais ao longo da vida do animal, como a presença de comorbidades, entre elas cardiopatias, hipertensão e diabetes, além de desidratação, nutrição inadequada, envelhecimento e uso de alguns medicamentos.


Segundo a veterinária, a realização de check-ups periódicos é essencial para identificar alterações precoces. Exames de sangue, urina, aferição da pressão arterial e ultrassom abdominal ajudam a detectar alterações renais e também permitem acompanhar a evolução da saúde do paciente.


“Quanto mais cedo conseguimos identificar alterações nos rins, maiores são as chances de controlar a progressão da doença e garantir qualidade de vida ao animal. A avaliação veterinária regular é fundamental, especialmente em pets adultos e idosos”, conclui Fernanda.



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