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Qualidade na cadeia de fornecedores se torna estratégica para montadoras e sistemistas

Nearshoring, eletrificação e Programa MOVER elevam exigências de qualidade, rastreabilidade e capacitação na cadeia automotiva.


Foto: Divulgação/ Honda
Foto: Divulgação/ Honda


Divulgação:IQA


A indústria automotiva brasileira caminha para um ano de expansão em 2026, com estimativa de produzir 2,74 milhões de veículos — um crescimento de 3,7% em relação ao ano anterior. Responsável por movimentar cerca de R$ 222,6 bilhões anuais e responder por 4% da indústria de transformação do país, o setor enfrenta uma transformação profunda na relação entre montadoras, sistemistas e fornecedores, impulsionada pela aceleração da eletrificação, o avanço do nearshoring e novas diretrizes governamentais.


Com o suporte de iniciativas como o Programa MOVER — que prevê R$ 19 bilhões em créditos financeiros até 2028 —, as oportunidades para a cadeia nacional aumentam na mesma proporção que a rigorosidade das exigências. A introdução de novos materiais, componentes eletrificados e a busca por conformidade tornam a gestão da qualidade um pilar estratégico para que empresas conquistem novos mercados e se mantenham competitivas.


Diante desse cenário, metodologias consolidadas no setor — como as Core Tools (APQP, FMEA, MSA, PPAP e CEP) — deixam de ser vistas como mera burocracia e passam a atuar como ferramentas diretas de inovação, eficiência e mitigação de riscos operacionais.


Entretanto, o uso da tecnologia por si só não é suficiente para garantir a eficiência exigida pelo mercado atual. De acordo com Cláudio Moysés, presidente do IQA (Instituto da Qualidade Automotiva), a inovação digital precisa estar aliada ao fator humano e à disciplina operacional:


"O crescimento da produção automotiva e os investimentos previstos para os próximos anos ampliam a responsabilidade de toda a cadeia de fornecedores. Em um ambiente marcado pela transformação digital, pela inteligência artificial e pela crescente complexidade dos produtos, qualidade e rastreabilidade deixaram de ser apenas requisitos técnicos e passaram a influenciar diretamente a competitividade das empresas. A digitalização potencializa a tomada de decisão, a prevenção de falhas, a rastreabilidade e a inovação, mas tecnologia sozinha não garante resultados. As empresas que mais se destacarão serão aquelas capazes de combinar pessoas preparadas, governança clara, responsabilidade na execução e fundamentos sólidos de Qualidade, suportados por APQP, FMEA, PPAP e Plano de Controle. Quem consegue demonstrar processos consistentes, capacidade de inovação, conformidade regulatória e disciplina na execução fortalece sua posição junto às montadoras e sistemistas em um ambiente de negócios cada vez mais exigente", afirma Cláudio Moysés.


Para continuar integrando a cadeia de suprimentos global e nacional, a recomendação para os fornecedores do setor é investir no aprimoramento contínuo de seus processos produtivos e na capacitação técnica de suas equipes.

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