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Produção de bicicletas no PIM de Manaus volta a crescer em junho com avanço das bicicletas elétricas

Levantamento da Abraciclo aponta produção de 163,1 mil bicicletas no primeiro semestre de 2026; segmento de e-bikes impulsiona o desempenho da indústria e supera o volume fabricado no mesmo período do ano passado


Foto: Tushar Mahajan/Pexels
Foto: Tushar Mahajan/Pexels

A produção de bicicletas no Polo Industrial de Manaus (PIM) totalizou 163.158 unidades no primeiro semestre de 2026, resultado praticamente em linha com a projeção da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), que estimava a fabricação de 164 mil unidades no período. Embora o volume represente uma queda de 9,6% em relação ao primeiro semestre de 2025, a entidade mantém a expectativa de encerrar o ano com 350 mil bicicletas produzidas, desempenho impulsionado, principalmente, pelo crescimento da produção de bicicletas elétricas (e-bikes).


O principal destaque do semestre foi o crescimento da produção de bicicletas elétricas. Entre janeiro e junho, as fabricantes instaladas no Polo Industrial de Manaus produziram 34,1 mil e-bikes, volume 87,2% superior ao registrado no mesmo período de 2025, consolidando o segmento como o principal motor de expansão da indústria.


Somente em junho, foram produzidas 7.628 bicicletas elétricas, resultado 24,9% superior ao de maio e 93,7% maior na comparação com o mesmo mês do ano passado, evidenciando a forte aceleração da demanda por esse tipo de veículo.


Segundo a Abraciclo, o crescimento da indústria de bicicletas vem sendo impulsionado justamente pela expansão desse segmento. Atualmente, as e-bikes respondem por 20,9% de toda a produção de bicicletas do Polo Industrial de Manaus, consolidando-se como um dos principais vetores de crescimento da indústria.


Mountain bikes lideram a produção

As bicicletas do tipo mountain bike (MTB) mantiveram a liderança da produção no Polo Industrial de Manaus (PIM) no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, foram fabricadas 61,7 mil unidades, o que representa 37,8% do total produzido no período.


Na sequência aparecem as bicicletas urbanas e de lazer, com 34,4 mil unidades (21,1%), seguidas pelas bicicletas elétricas, que somaram 34,1 mil unidades (20,9%). As bicicletas infantojuvenis responderam por 29,6 mil unidades (18,1%), enquanto os modelos estrada/gravel totalizaram 3,4 mil unidades (2,1%).


Produção por categoria no primeiro semestre de 2026

  • Mountain bike (MTB): 61,7 mil unidades (37,8%)

  • Urbana/Lazer: 34,4 mil unidades (21,1%)

  • Elétrica: 34,1 mil unidades (20,9%)

  • Infantojuvenil: 29,6 mil unidades (18,1%)

  • Estrada/Gravel: 3,4 mil unidades (2,1%)


A maior parte das bicicletas produzidas no Polo Industrial de Manaus foi destinada à Região Sudeste, que concentrou 56,6% da distribuição nacional. Em seguida aparecem as regiões Sul (13,2%), Norte (12%), Nordeste (11,2%) e Centro-Oeste (9,4%).


Oportunidades para o setor

Na avaliação da Abraciclo, o mercado apresenta perspectivas favoráveis para a bicicleta elétrica, isso porque há uma maior receptividade dos consumidores a esse tipo de mobilidade que se reflete também no crescimento da produção de outros tipos de veículos autopropelidos, além da manutenção da demanda por modelos premium, impulsionada pela constante evolução tecnológica desses produtos. A grande preocupação da entidade estão nos modelos chineses, que acabam disputando mercado com as e-bikes nacionais.


A Abraciclo projeta uma recuperação gradual da produção e das vendas no segundo semestre, período tradicionalmente impulsionado pelas datas comemorativas e pelo aumento do consumo. Apesar da perspectiva positiva, a entidade alerta que a previsão de uma estiagem severa na Região Amazônica pode afetar o desempenho do setor, uma vez que o transporte da produção do Polo Industrial de Manaus depende exclusivamente do modal hidroviário.


Desafios da indústria

Apesar do cenário positivo, o setor ainda enfrenta desafios importantes para manter sua competitividade. Entre eles estão o aumento da concorrência de produtos importados em relação aos fabricados no país, a necessidade de melhorias na infraestrutura viária e na fiscalização para ampliar a segurança dos usuários, além do aperfeiçoamento dos processos de certificação, a fim de garantir maior isonomia competitiva entre os fabricantes.

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