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Mercado de motos pode chegar a 2,4 milhões em 2026 e consórcio já responde por 34% das compras

  • luandaeditores
  • há 21 minutos
  • 3 min de leitura

Com alta de até 10% nas vendas e mais de 3,2 milhões de participantes, modalidade ganha força entre novos perfis de consumidores e dribla juros elevados



Divulgação


O mercado brasileiro de motocicletas continua mantendo um ritmo acelerado em 2026, impulsionado pela busca por mobilidade acessível, geração de renda e alternativas de créditos tradicionais. De acordo com a Federação Nacional Distribuição Veículos Automotores (FENABRAVE) a projeção é de uma alta de 10% nas vendas em relação ao ano passado, podendo chegar a marca de 2,4 milhões de unidades emplacadas em 2026.

 

“O crescimento do mercado de motocicletas em 2026 não é apenas um reflexo de demanda reprimida, mas de uma mudança estrutural na forma como o brasileiro enxerga mobilidade e geração de renda. A moto deixou de ser um bem aspiracional e passou a ser uma ferramenta econômica, especialmente em um cenário de crédito mais restrito”, revela Guilherme Lamounier, gerente nacional de vendas da Multimarcas Consórcios.

 

Nesse cenário, o consórcio tem se consolidado como alternativa relevante para aquisição. Considerado o segundo maior segmento da modalidade, o modelo já soma cerca de 3,24 milhões de participantes ativos, um crescimento de 6,6% no último ano. Como também já corresponde por cerca de 34,4% da presença no setor, isso reforça seu papel em um ambiente de juros elevados e atribui maior cautela ao consumidor. 

 

As vendas de cotas avançaram 10,6%, e os créditos comercializados atingiram R$2,83 bilhões, um crescimento de 17,9%, refletindo maior adesão ao modelo planejado de compra.

 

“Quando observamos que mais de um terço das aquisições de motocicletas já passam pelo consórcio, fica evidente que o modelo deixou de ser complementar e passou a ser estratégico dentro do setor. Isso mostra uma maturidade maior do consumidor financeiro brasileiro.  Em um ambiente de juros elevados, a modalidade se consolida como uma alternativa inteligente para aquisição, sem comprometer o orçamento com taxas elevadas.”, complementa o especialista.

 

Além do desempenho econômico, o setor passa por uma mudança no perfil do consumidor. A presença feminina cresce de forma consistente, tanto na indústria quanto na condução. Entre 2015 e 2024, segundo levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), analisados pela Abraciclo, o número de mulheres nas fábricas do Polo Industrial de Manaus mais que dobrou, atingindo 3.134 trabalhadoras, sendo hoje 17% da força de trabalho do segmento. 

 

Essa transformação também se reflete nas ruas: as mulheres já representam cerca de 25% dos condutores habilitados para motocicletas no Brasil, consolidando um público que impulsiona a demanda e redefine o mercado de duas rodas.

 

Hoje, 10,6 milhões de mulheres estão habilitadas para conduzir motocicletas no Brasil — 64% a mais do que em 2015, sendo a maior parte das habilitações femininas concentradas entre mulheres de 31 a 40 anos, com 3,6 milhões de registros. Após, vêm as de 41 a 50 anos, com 2,5 milhões e, por fim, na terceira posição, fica com a faixa de 26 a 30 anos, com 1,5 milhão de registros.

 

Combinando expansão nas vendas, novos perfis de consumidores e maior busca por planejamento financeiro, o setor de motocicletas segue sendo um dos mais dinâmicos da mobilidade no país, com o consórcio ganhando protagonismo como alternativa de acesso ao bem sem juros e com previsibilidade.

 

“O crescimento da frota de motocicletas no Brasil mostra que a moto já não é apenas uma alternativa de mobilidade, mas sim uma escolha definitiva de milhões de brasileiros. O consórcio, nesse cenário, surge como um dos principais meios de acesso, permitindo que trabalhadores e famílias realizem o sonho da moto de forma planejada e sustentável. Acredito que essa seja uma tendência que seguirá em alta, porque a motocicleta seguirá como protagonista da mobilidade e do desenvolvimento econômico em todas as regiões do país.”, comenta Wendel Lazko, Gerente Geral de Negócios da Shineray do Brasil


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