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CasAdote reforça debate sobre adoção responsável diante do aumento de animais em situação de vulnerabilidade no Brasil

Levantamentos do setor de proteção animal apontam milhões de cães e gatos vivendo sem responsável definido no país; abandono e adoções impulsivas seguem entre os principais desafios das organizações


Créditos de Imagem: Cas Adote/Divulgação
Créditos de Imagem: Cas Adote/Divulgação

Divulgação


O crescimento do número de cães e gatos em situação de vulnerabilidade no Brasil tem ampliado o debate sobre adoção responsável e permanência dos animais nos lares. Em São Paulo, a CasAdote, centro permanente de adoção localizado na Vila Madalena, afirma que parte dos desafios enfrentados pelas organizações de proteção animal está relacionada a adoções realizadas sem planejamento de longo prazo.


Dados de entidades do setor pet e da proteção animal apontam que o Brasil possui atualmente cerca de 4,8 milhões de cães e gatos vivendo em condição de vulnerabilidade, incluindo animais abandonados, resgatados ou sem responsável definido. Os levantamentos também indicam que aproximadamente 185 mil animais vivem sob tutela de ONGs e grupos independentes de proteção animal.


Segundo a CasAdote, fatores como mudança de residência, dificuldades financeiras, alteração na rotina familiar e desconhecimento sobre os custos permanentes de manutenção estão entre os principais motivos relatados em casos de abandono ou devolução após adoções.


A organização informa que o processo de adoção inclui entrevistas, avaliação de perfil familiar e orientações sobre adaptação, rotina veterinária, custos permanentes e período de convivência. A proposta é reduzir adoções impulsivas e aumentar a permanência dos animais nos lares.


O tema também mobiliza o poder público. A Prefeitura de São Paulo mantém campanhas permanentes de incentivo à adoção responsável e programas de atendimento veterinário gratuito para animais adotados em ações municipais.


De acordo com a legislação brasileira, abandono e maus-tratos contra animais são crimes previstos na Lei Federal nº 9.605/1998. Em 2020, a Lei nº 14.064 ampliou a pena para maus-tratos contra cães e gatos, estabelecendo reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda.


A CasAdote afirma que a convivência presencial e contínua entre visitantes e animais ajuda no processo de escolha e adaptação. O espaço funciona como centro permanente de adoção e convivência, reunindo cães e gatos resgatados por ONGs e protetores parceiros.


Levantamentos do mercado pet também indicam que o Brasil possui uma das maiores populações de animais domésticos do mundo, com mais de 160 milhões de pets entre cães, gatos, aves e outros animais de companhia.


Segundo a CasAdote, a discussão sobre adoção responsável envolve não apenas o resgate dos animais, mas também conscientização da população, políticas públicas e planejamento familiar antes da decisão pela adoção.

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