Escola profissionalizante preza pela inclusão social no mercado de trabalho

Uau Escola - Fachada
Fachada da Uau Escola de Estética Animal Cursos de Banho e Tosa, em Sorocaba/SP.

De acordo com o Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência (CMPcD), com base no levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 172 mil sorocabanos convivem com algum tipo de deficiência, o que representa 26,4% da população total da cidade.

Essas pessoas lutam pela inclusão em todos os âmbitos da sociedade, mas infelizmente ainda é preciso muita conscientização para que ela seja plena em todas as esferas sociais. No mercado de trabalho, por exemplo, há mais de 300 mil vagas destinadas às pessoas PCD’s, as quais não estão preenchidas nas empresas, segundo o Ministério do Trabalho.

Natália Espinosa Marins, diretora da Uau Escola – especializada em banho, tosa e estética animal -, localizada na cidade de Sorocaba/SP, diz que a escola registrou um aumento considerável de procura em seus cursos por pessoas com algum tipo de deficiência, por isso, viu-se instigada a investir na capacitação de seus instrutores e na adaptação de sua estrutura física, de modo a tornar a escola mais inclusiva e acessível. “Muitos alunos nos procuraram e nós não tínhamos como oferecer a oportunidade de um aprendizado especializado, por isso, nossa equipe ficou inspirada. Atualmente, possuímos dois funcionários estudantes em LIBRAS, e o projeto é que eles estejam capacitados até 2021. Também investimos na estrutura da escola, realizamos um projeto arquitetônico para atender as necessidades de quem se locomove através de cadeira de rodas e nanismo, além de mantermos contato com as famílias e médicos dos alunos que precisam de uma atenção diferenciada”.

Natália conta que a escola preza, não apenas pela inclusão, mas também pela diversidade. De acordo com ela, cerca de 60% de seus alunos são do movimento LGBTQIA+. Curiosa, ela se sente instigada a saber o motivo da escolha de seus alunos por trabalhar com animais, e a resposta foi o ponto de partida para que ela investisse na inclusão e na diversidade. “Eles me disseram que escolheram trabalhar com os animais, porque eles não têm preconceitos. Então, se os animais conseguem, nós também devemos ajudar outras pessoas, sendo aquelas com necessidades específicas ou não, sem preconceitos e com muito carinho. Nosso objetivo principal é transformar a vida das pessoas, reestabelecer profissionalmente os alunos, ajudando-os a ganhar autonomia. Eu sou mãe, me coloco no lugar dos pais desses alunos e sei como é importante desenvolver a independência e pensar no futuro dos nossos filhos. Por isso, eu tento ajudar fazendo a minha parte”, finaliza Natália.

Top