Bicicleta elétrica: Futuro da mobilidade urbana

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Por Marcos Wojdyslawski  imagens divulgação
Acompanhando a tendência que começou na Europa, o Brasil abre os braços para as e-bikes

Uma das principais tendências do mercado de bicicletas é o crescimento do segmento de bicicletas elétricas. As chamadas e-bikes tomaram de assalto o mercado europeu e chegam com tudo no Brasil. Hoje há opções para todos os gostos e bolsos e a popularização deste produto é algo irreversível para os dias atuais e inimaginável anos atrás.

O segmento avança devagar no Brasil e atualmente tem participação de 0,35% das vendas totais contra 30% no mercado europeu. Projetos de veículos de duas rodas elétricos têm interessando, inclusive, aos grandes fabricantes de carros. A Volkswagem, por exemplo, já manifestou interesse de entrar no setor, outras gigantes como General Motors, Audi, Fiat, Chevrolet, Ford, Peugeot, já apresentaram ao mercado de bicicletas suas propostas de e-bikes com modelos arrojados e design sofisticados, que são feitas sob encomenda por empresas especializadas.

A Uber, empresa americana prestadora de serviços em transporte privado por aplicativo, também aposta no desenvolvimento do mercado de bicicletas elétricas aqui no Brasil. A empresa anunciou no último mês de abril a aquisição da Jump, startup americana de compartilhamento com base na cidade de Nova York, e que já opera em 10 cidades americanas. O serviço de compartilhamento de e-bikes, que já opera nos Estados Unidos e deve chegar por aqui em 2019. A plataforma funciona dentro do app da Uber, com um sistema de aluguel similar ao da Yellow.

Esse nicho de mercado está atraindo até mesmo quem tem a bicicleta em seu DNA. Em reportagem ao jornal o Estado de S.Paulo (2 dez/2018), o empresário Bruno Caloi Júnior, mais conhecido como Tito, bisneto do fundador da Caloi, tradiconal fabricante brasileira de bicicletas, que foi vendida para o grupo canadense Dorel Industries em 2013, revelou que até o primeiro semestre de 2019 pretende inaugurar uma fábrica de e-bike na Zona Franca de Manaus. Modelos elétricos é aposta no mercado brasileiro.

Entre as vantagens das bicicletas elétricas frente às motocicletas tradicionais, podemos citar o custo de manutenção e a não necessidade de carteira de habilitação e pagamento de impostos como IPVA, seguro obrigatório e DPVAT. Além disso, é um veículo não poluente, portanto mais adequado aos dias atuais.

Segundo os dados da Aliança Bike, 9% do total de bicicletas que circulam no Brasil são elétricas. Um número 12 vezes maior se comparado ao de 2015.

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Niobium, lançado pelo piloto brasileiro Lucas Di Grassi

Piloto Lucas Di Grassi lança e-bike Niobium

Apesar da taxação, empresário acredita no mercado brasileiro
Um dos modelos mais aguardados do mercado é a Niobium, lançado pelo piloto brasileiro Lucas Di Grassi. Ele conta que queria produzir um produto inovador, que não existisse no mercado. Então, se associou a uma indústria em São José dos Campos, que tem envolvimento de pessoas oriundas da Embraer e do ITA, um pessoal muito capacitado. “Nós desenvolvemos um produto que, na minha visão, é economicamente mais competitivo no mundo do que no Brasil, onde ele ironicamente é produzido. Desenhamos e produzimos a bike aqui, mas vamos vendê-la mais barata nos Estados Unidos ou qualquer outro grande centro do que no Brasil. Então ela acaba sendo um produto com perfil internacional”, revela Di Grassi.

De outro lado, está claro que a transição da mobilidade de forma geral será do veículo a combustão para o elétrico. Isso já é uma realidade, especialmente nos países desenvolvidos e na China.

O piloto conta que para a popularização dos veículos elétricos no Brasil (carros e motos) ainda há uma grande barreira, principalmente em termos de infraestrutura. “Imagine, por exemplo, se todos os carros de um determinado edifício residencial fossem elétricos. Como eles poderiam ser recarregados? No Brasil ainda não há previsão para isso nos projetos das construtoras. Seria necessário mudar toda a instalação do edifício, alterar a potência de recarga – enfim, fazer tudo de novo”, conta.

É neste contexto que entram as bikes. Os veículos leves não requerem essa mudança. E a bike elétrica é o principal deles. Ela é o meio de transporte mais eficiente em termos de custo por que demanda mais ou menos, de energia, cerca de R$ 0,15 a cada 100 km. Compare com a despesa mensal do seu carro. E isso considerando que o Brasil tem um fornecimento de energia que está entre os mais caros do mundo. Vamos fazer uma conta aqui: imagine que você rode 20 km por dia para ir ao trabalho de bike. Isso dá 400 km por mês, ou R$ 0,60 mensais de custo de transporte. Se andar de ônibus, vai gastar de R$ 150 a R$ 200 – e ainda sofrer com atrasos, lotação etc.

Isso sem contar os benefícios de menor poluição e de mais saúde, por que andando de bike elétrica você se movimenta, o que é bem diferente de ficar somente sentado em um banco. A simples retirada de automóveis das ruas já traz uma melhora de qualidade de vida geral, para todos na área urbana.

“Eu entrei no ramo das bikes elétricas por que é o veículo de entrada para o cidadão nesse novo mundo de mobilidade, especialmente em um país como o Brasil, onde as dificuldades econômicas do cidadão médio direcionam as suas decisões com muito mais ênfase do que em regiões de economia mais estável – e ainda assim, nesses países mais estáveis, a conscientização dos benefícios é o que está impulsionando o uso de veículos menores, mais inteligentes, menos poluentes e mais benéficos para todos de uma forma geral”, relata Lucas Di Grassi.

 

Tributação

A bike está entre os produtos mais taxados pela tributação. Considere que hoje, para produzir determinado modelo de bike elétrica, gasta-se cerca de R$ 3 mil e, para vender com lucro zero, ela pode custar R$ 8 mil. Isso por que são R$ 3 mil de custo de insumos e nada menos que R$ 5 mil de impostos. É um total absurdo se você pensar que o Brasil precisa urgente é de incentivo para a fabricação, para gerar divisas e empregos e para colocar o país no ciclo dos fabricantes de produtos com maior valor agregado, que são mais lucrativos e geram mais vagas de trabalho.

“A nossa bike é desenhada, fabricada e finalizada totalmente no estado de São Paulo, da bateria ao chassi. E você paga R$ 5 mil de impostos e R$ 3 mil pelo produto. Agora, se fizer tudo isso na China, montar na Zona Franca de Manaus, eu pago zero de imposto. Então a tributação brasileira parece ser contra a nossa produtividade e capacidade de gerar empregos. É o único lugar do mundo onde uma bike elétrica custa 10 salários mínimos”, diz.

Desafio e ideologia

Eu gosto de engenharia e de desafios. Mas também tomei uma decisão mais ideológica, de fabricar aqui para gerar empregos aqui. E estou fazendo isso. Mas me pergunto quantos empreendedores não desistiram desse tipo de projeto ao se deparar com tantas barreiras, tantos obstáculos e tanta falta de lógica e de comprometimento com o futuro próximo do brasileiro. Esse quadro não é apenas com o segmento de bikes, acontece em toda a indústria. Então acho que a necessidade de mudança na infraestrutura e o novo perfil de transporte que a eletrificação vai trazer um impacto tão fundamental que as nossas leis terão que mudar no curto ou médio prazo. Será por pressão da sociedade, que vai perceber que não podemos ficar engessados por leis incompatíveis.

Consumo reprimido

É preciso frisar que o Brasil tem um potencial enorme. O país está em dificuldade e isso reflete diretamente na renda da população. Mas com planejamento e incentivo, é possível fornecer mobilidade de qualidade para uma grande parcela dos cidadãos no curto ou médio prazo. Eu aposto nisso. Acredito que vamos acordar e que vamos criar um mercado que permanece escondido aqui por que não tem ajuda para aflorar. Mobilidade não é uma questão somente de praticidade e conforto. É uma questão de aceleração da economia e estruturação da sociedade. As principais capitais brasileiras estão travadas – e fico imaginando o prejuízo gigantesco que isso gera para todos os setores. Neste sentido, somos todos vítimas do trânsito, mesmo sem sair de casa.

Substituindo o carro por uma e-bike

O brasileiro médio tem baixo poder aquisitivo se comparado a muitos centros, mas como qualquer cidadão de qualquer país precisa se locomover com qualidade e segurança. Então, veículos grandes e custosos estão fora de questão para a maior parte do nosso mercado. Mas veículos pequenos e versáteis, com baixo custo, são uma boa solução. E as bikes elétricas são perfeitas para isso. O que precisamos é de políticas públicas. É preciso incentivar os empreendedores brasileiros a fabricar, a entrarem no jogo antes que os estrangeiros o façam aqui no nosso país. E também precisamos de políticas corretas para a criação de infraestrutura. É ilógico um país que tem megalópoles como São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre etc, não ter uma política de transporte de baixíssimo custo, não poluente, valiosa do ponto de vista da saúde pública e da qualidade de vida.

Envolvimento ambiental na ONU

Eu sou representante do Programa para o Meio Ambiente da ONU. Minha meta dentro desse programa é chamar a atenção para os problemas da qualidade do ar, algo que está diretamente ligado à tecnologia atual da mobilidade, baseada em motores a combustão. Meu empenho em divulgar a eletrificação dos motores, algo que felizmente já está ocorrendo, tem sido constante. Em todas as oportunidades que posso eu alerto para esses problemas. As pessoas não sabem, mas a má qualidade do ar, especialmente em grandes centros urbanos, causa 7 milhões de mortes prematuras anualmente. Ou seja, a cada três anos esse problema vitima o equivalente a toda a população de uma megalópole do tamanho de São Paulo – uma das maiores cidades do mundo.

No começo de agosto eu lancei um prêmio para trabalhos universitários e startups sobre tecnologia da mobilidade – e uma das premiações foi para quem realizou o trabalho ambientalmente mais apropriado para a nossa realidade. Os vencedores foram conhecidos no Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro.

Um ponto importante no caso bikes versus carros é que elas são mais fáceis de reciclar. São menores e mais fáceis de desmontar para a reciclagem. Essa é uma etapa importante que reduz custos no processo, se você comparar diretamente a questão veículo versus veículo. Então, o impacto ambiental na fabricação, uso, descarte e reciclagem é sempre menor.

Primeiro modelo no mercado

O primeiro modelo a ser lançado está disponível desde outubro e estamos trabalhando em outros modelos de e-bikes, além de outros tipos de veículos elétricos leves. Neste semestre fabricaremos mais 250 unidades do modelo de entrada da nossa e-bike.

Bike Breeze Pérola  - Sense Bike

Bike Breeze Pérola – Sense Bike

Mineira Sense apresenta novidades, com destaque para E-MTB de alta gama

De acordo com CEO da empresa, Henrique Ribeiro, o mercado deve reagir em breve e voltar a crescer
Em 2009 foi criada a marca Sense Bike com o sonho de construir uma marca de bicicletas feita por apaixonados para apaixonados, com padrão internacional, foco em desenvolvimento e indústria de ponta. Com o objetivo inicial de atender às demandas voltadas para a mobilidade urbana, tornou-se referência no mercado no desenvolvimento de bicicletas elétricas. Em 2012, foram lançados os três primeiros modelos de bicicletas elétricas, com tecnologia de pedal assistido.

A evolução foi contínua e em 2014 foi inaugurada a fábrica em Manaus, o que possibilitou o início da produção de quadros, bem como a montagem de bicicletas elétricas e convencionais (mountain bike, urbana e road), com o que existe de mais inovador em tecnologia.

Recentemente a empresa apresentou a sua linha 2019, que entre os destaques possui alguns modelos elétricos como o Impulse E-trail, uma E-MTB equipada com sistema de propulsão Shimano E8000, suspensões com 140mm de curso e um pacote de componentes de alto desempenho.

A Impulse E-trail é uma E-MTB full suspension para quem deseja pedalar por trilhas de diferentes níveis. O modelo vem equipado com sistema Shimano E-8000 indicado para uso intenso. Segundo a Sense, sua relação entre custo e benefício é bastante atraente para o consumidor.

O quadro em alumínio SL Triple Butted teve a geometria especialmente desenvolvida e já utiliza o padrão Boost, com o eixo traseiro apostando no formato 12x148mm e o dianteiro em 15x110mm. As rodas são DT Swiss 1900 Spline calçadas em pneus Nobby Nic 29×2.35. A tarefa de parar a massa extra da bicicleta fica por conta dos excelentes novos freios Shimano XT de 4 pistões, com disco dianteiro de 203mm e 180mm na traseira.

A Impulse E-trail ainda utiliza câmbio traseiro Shimano XT M8000 e garfo Rock Shox Reba com 140mm de curso customizado para o e-mtb – mesma quantidade de movimento obtido no eixo traseiro com um shock Rock Shox Monarch. Fechando o pacote, o modelo vem equipado com canote retrátil Sentec com 125mm de curso.

Outro modelo de destaque é a Breeze 2019, totalmente reformulada. Seu quadro em alumínio é reforçado e leve, proporcionando ao ciclista uma posição confortável na pilotagem. Possui sistema elétrico, com motor dianteiro de 250w e bateria de lítio de 36v, que visa maior segurança e autonomia. Além de um display de LCD, composto por várias funções e que pode ser facilmente manuseado. A Breeze é montada com rodas de aro 26”, suspensão dianteira, um selim altamente confortável, transmissão Shimano de 8 velocidades e freios V-brake.

Henrique Ribeiro, CEO da Sense acredita que as bikes elétricas são uma alternativa para melhorar a mobilidade urbana e também para o esporte.

“Temos trabalhado arduamente para fomentar o uso da bicicleta no Brasil. Ano após ano, aumentamos nosso investimento no esporte, apoiando atletas e patrocinando eventos pelo país. Somos parceiros de nossos clientes, prova disso são os treinamentos que temos levado a diversas regiões, levando conhecimento, informação e novidades para o mercado”.

pedalla

Velom – Pedalla

Grupo de Investidores do ABC Paulista lança a marca Pedalla

Empresa quer chegar a uma produção anual de 30 mil e-bikes
Um grupo de empresários que atuavam em outros ramos enxergou um bom potencial de crescimento para o mercado das e-bikes. Assim lançaram uma startup chamada EBMS e a marca de e-bike Pedalla com diversos modelos de bikes elétricas. O escritório da empresa fica em São Bernardo do Campo e de acordo com J. Wildon Oliveira Jr, que representa um dos acionistas do grupo, a ideia de colaborar com a mobilidade urbana foi fator decisivo que atraiu os investidores. A empresa atua com cinco modelos básicos e a mais vendida é a Fat Boy, com preços finais na ordem de RS 5.990,00. A meta da empresa é nacionalizar o maior número de peças possíveis e espera em dois anos contratar 100 profissionais do mercado e atingir uma produção anual de 30 mil bicicletas. A empresa possui ainda as bikes Gioia, Agilitá, Rodda, e-Utile, Velom e Spectro.

 

Slap Eletric - Groove

Slap Eletric – Groove

Groove apresenta Slap Eletric voltada para o público esportista

Em breve chegarão novos modelos urbanos mais econômicos para o lazer
Caio Salerno, sócio responsável pela área técnica da empresa explica que a marca está lançando neste início de trajetória um modelo focado no esporte. Denominado Slap Eletric, é uma bike de MTB para quem já pratica o esporte. Possui suspensão total e motor Shimano E 8000. Potência de 250 Watts e cerca de três horas de autonomia. “O mercado de esporte não é grande, mas tem bom potencial para crescer em dois anos. Vamos apostar em outros modelos urbanos mais econômicos em breve”, revela Caio. Este primeiro modelo custa cerca de R$ 35 mil. A marca groove foi fundada por Tito Caloi, um ícone do mercado.

 

Silium: Locação e compartilhamento de bicicletas elétricas

Na esteira da expansão do segmento, outras empresas nascem, gerando emprego e renda. Entre elas a Silium, uma espécie de locadora de e-bikes. O diferencial da companhia é o sistema de compartilhamento através de uma plataforma de locação. Além disso, oferece o serviço de leva e traz através de uma carreta que cabe 25 bikes. “Vendemos uma experiência inédita aos nossos clientes. Todas as bikes possuem seguro contra roubos e danos físicos e possuem a manutenção em dia. Os preços variam de 10 a 35 reais a hora, mas também temos pacotes mensais vantajosos”, revela Rogerio Silva, CEO- Founder.

E-bike elíptica - Onell

E-bike elíptica – Onell

Primeira bicicleta elíptica do Brasil

A Onell integra um grupo brasileiro de energia chamado On Corp. Eles aproveitam o momento de expansão do mercado para apresentar a primeira bike elíptica do mercado brasileiro. Com tecnologia similar aos aparelhos de academia a história da empresa começou quando um dos seus fundadores teve um acidente e não pode mais correr. Quando o médico indicou um aparelho elítico para ele se exercitar, percebeu que muita coisa podia ser feita para melhorar o uso. “Ele não se adaptou por que o aparelho é estacionário. Nosso produto é sobre rodas e se movimenta, tornando o mais agradável. Estamos entrando inicialmente no Brasil e EUA”, revela Fernando Lemos, marketing e vendas. A gama possui inicialmente três modelos com aros de 20″ e 29″ e câmbio Shimano Nexus. Os aros são Vzan e todos os modelos são dobráveis, facilitando o transporte e o armazenamento.

Inicialmente a empresa vai vender via e-commerce e lojistas afiliados. A meta é 300 bikes na primeira quinzena de operação e 1000 no mercado americano. A montagem é em Itupeva (SP), na fábrica da BKL. O galpão de logística fica em Guarulhos, grande São Paulo e o escritório central na capital e Marília.

Vela 1 Low Step - Vela Bikes

Vela 1 Low Step – Vela Bikes

Vela Bikes aposta numa solução econômica com boa performance

A Vela Bikes, surgiu em 2012 e tem como principal objetivo ser uma solução econômica, sustentável e prática para os problemas de ineficiência do transporte urbano atual, que é permeado por altos custos, elevados níveis de poluição e grandes congestionamentos.

Com foco em alta performance, as bicicletas da empresa aliam design, conforto e tecnologia de ponta. Especialmente projetados para uso urbano, os modelos Vela 1 e Vela S contam com um visual clássico, motor de 350w de potência, entrada USB e tem funcionamento muito simples: quando ligados, ao começar a pedalar, o motor instalado na roda traseira impulsiona a bike, que passa a se mover automaticamente, alcançando até 25 km/hora, com autonomia média entre 20 e 40km. Se o condutor preferir, pode acionar o redutor de velocidade localizado no guidão, que impõe um limite de 10 km/hora, o que consequentemente aumenta a autonomia.

Além disso, todos os fios são embutidos e, quando desligadas, os modelos funcionam como uma bicicleta convencional, sendo praticamente impossível perceber que se trata de uma bike elétrica, não só ao pedalar, mas também do ponto de vista estético. Vale lembrar ainda que todos os modelos podem ser personalizados com dezenas de cores e acessórios e contam com cinco geometrias de quadros para pessoas de diferentes alturas. Na prática, isso significa que atividades cotidianas de quem usa a bike como meio de transporte, como encarar subidas, descidas, buracos, escadas, guias ou até carregá-las em escadas são viáveis e muito mais confortáveis com os modelos da Vela.  Vale acrescentar ainda que a bateria pode ser facilmente retirada, o que torna a bike mais leve.

Todas as bikes da Vela são feitas sob medida para o cliente, que pode escolher o tipo de quadro mais adequado para sua altura e envergadura, o aro das rodas e outros itens, como acessórios e pintura – há 13 opções de cores. Até o fim de 2018 a empresa quer zerar a fila de espera pelo produto, hoje em torno de dois meses e meio e com 250 clientes. O plano é entrar em 2019 com o volume mensal de montagem de 100 unidades, o dobro da média de 50 que a empresa apresentava até maio. A Vela Bikes é uma startup brasileira de bicicletas elétricas com desenvolvimento e equipe 100% nacional.

Fundada em 2012 pelo engenheiro e empreendedor, Victor Hugo Cruz, 29 anos, o projeto desenvolve modelos de bikes e acessórios com tecnologia de ponta, de forma a viabilizar uma solução de alta performance, econômica e sustentável para os problemas de mobilidade urbana. A empresa possui já possui duas lojas no modelo PocketShop em São Paulo e no Rio de Janeiro e fábrica própria na capital paulista e um e-commerce.

Edição 229 Cyclomagazine | Folheie

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