Após bons resultados, USP busca mais cães paraplégicos para tratar com células-tronco e acupuntura

BoLuARnIgAAFMyz
Há um ano a dachshund Luma não conseguia andar e faria xixi nas calças se usasse calças, por não conseguir controlar a bexiga. Hoje, já tem algum controle sobre onde e quando quer urinar.
O cãozinho marrom e paraplégico foi o primeiro paciente do tratamento, com acupuntura e injeção de células-tronco, que USP oferece a cães que ficaram paraplégicos por causa de hérnia de disco.
Luma e outro paciente voluntário chegam ao fim do período de 13 semanas daqui a dez dias. “Os dois apresentaram melhora. Estamos longe de fazê-los voltar a andar, mas já é um avanço”, diz o veterinário César Prado, 28, que trata os canídeos como parte de sua pesquisa de mestrado.
Luma em busca de cura
Prado agora busca mais nove cães que tenham ficado paraplégicos há mais de dois meses para testar um tratamento que mistura o uso de células-tronco com acupuntura.
Por se tratar de uma pesquisa científica, as 13 semanas de tratamento serão de graça –cabe ao dono apenas levar o bicho para a USP cinco vezes por semana, duas delas para fazer fisioterapia e outras três para sessões de acupuntura.
Depois de operados para a retirada do disco que comprime a medula do bichinho, os pacientes serão divididos em três grupos.
O primeiro receberá apenas a injeção de células-tronco. O segundo será tratado apenas com acupuntura. O terceiro receberá uma combinação das duas técnicas.
“Se os donos dos cachorros que receberam apenas um tratamento quiserem, depois do estudo acabar eles poderão refazer o tratamento completo, com acupuntura e célula-tronco.”
Todas as raças estão convidadas. “Não se pode prometer que eles voltem a andar, mas costuma haver alguma melhora”, diz o pesquisador.

 

Top