Bernardo Cruz agora tem asas

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Impossível não pensar na cidade mineira de Ouro Preto sem lembrar de sua história, suas famosas igrejas e do artista Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido Aleijadinho, que marcou seu nome na cultura nacional através de sua arte esculpida, principalmente, em pedra sabão. E só tem uma coisa que tem em Ouro Preto mais do que igreja: ladeiras. Tem subida e descida de todos os jeitos e gostos. Íngrime, pouco inclinada, com curva, curta… É ladeira que não acaba mais, ‘sô’! E disso, quem entende é Bernardo Neves Cruz.

Mountain biker desde 2005, o mineirinho de 20 anos, com mania de organização e com ótimos dotes culinários – tendo sido inclusive pizzaiolo – passa a integrar a equipe de atletas da Red Bull, ao lado de outros esportistas nacionais, como o hexacampeão mundial de skate vertical Sandro Dias; o craque Neymar, a melhor surfista de ondas grandes do mundo, Maya Gabeira; o campeão mundial de vôlei de praia Alison Cerutti; o tetracampeão da Stock Car Cacá Bueno, entre outros. O ouropretano se junta ao também mineiro Felipe Zanol, que se tornou atleta Red Bull no fim do ano passado e em sua estreia no Rally Dakar terminou em décimo lugar na categoria motos.

Antes de competir de mountain bike, Bernardo era skatista e fã de Sandro, mas reconhece que não mandava muito bem na pranchinha e que “a bike é mais divertida”. Apesar de admirar o hexacampeão mundial de skate vertical, Cruz chegou a disputar provas de street, tendo alguns obstáculos – como corrimão e caixas – em sua casa.

Com novas referências, agora nas duas rodas, como o britânico Gee Atherton, Cruz, campeão brasileiro de downhill na elite em 2010, espera chegar, aos poucos, ao nível das feras internacionais. Nós, temos certeza disso. Põe para baixo Bernardin!

Diz aí, “Bernardin”:

“Andar de bike para mim é a minha diversão, não é um trabalho. É a minha paixão, a minha diversão… Até mesmo quando eu estou competindo eu não vejo como uma obrigação. Eu penso como se fosse mais uma descida em um treino. Não ligo para os outros. Foco só em fazer o meu melhor, porque sei que assim vou conseguir ter um bom resultado”.

“Ainda não caiu a ficha que eu sou parte deste time que conta com caras como o Gee Atherton, o Sandro (Dias)… Às vezes, fico olhando para o capacete, para as roupas para me acostumar (risos). Ter o apoio de uma marca como a Red Bull, que vive o esporte, é muito legal e importante para eu seguir evoluindo”.

“Tenho muito respeito por todos os atletas de downhill, mas sei do meu potencial e sou mais eu. Meu pai só conseguiu me dar o meu primeiro quadro ao se aposentar. E, mesmo assim, pegou um empréstimo, o qual ficou pagando durante anos. Portanto, uma coisa que eu gosto muito de pensar é ‘acredite sempre’. Eu sempre confiei no meu talento e na minha capacidade e vou conquistar muita coisa, mas só cheguei onde estou por causa do apoio que recebi do meu pai desde o começo”.

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